Os Signos Eróticos em "O Vestido Cor de Fogo", de José Régio

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Fernando de Moraes Gebra

O presente artigo centra-se no estudo da novela “O vestido cor de fogo”, de inserido na coletânea de novelas História de mulheres (1946), de José Régio (1901-1969). Destacamos os valores sociais e patriarcais do narrador inominado em contraste com a sensualidade e os valores individuais de sua esposa Maria Eugénia. Como o foco narrativo da novela está no que Norman Friedman chama de “eu-protagonista”, a descrição de Maria Eugénia será crivada pelo julgamento do narrador, representante da ideologia patriarcal presente na sociedade portuguesa da primeira metade do século XX. O suporte teórico para o estudo das personagens masculina e feminina está ancorado nos estudos de gênero e nas contribuições de sociólogos como Pierre Bourdieu e de críticos literários como Eunice Cabral, Fernando Mendonça, Massaud Moisés e Elêusis Camocardi.

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